sábado, 26 de julho de 2008

Mourning


E do meio para o fim
Começamos a cuidar da morte
Pois aprendemos cedo a temer a vida
Uma taça que se quebra
Se nenhum cristal fino muda a qualidade do vinho
Qual será a hora?
De brindarmos à mudança?
Por mais tempo de esperança
Onde e quando reencontraremos
Aquele ser diáfano
Que não queríamos perdido?
Insisto no infinitivo gerundiando o passado
Apesar do verbo ser
Presente aqui na terra
Toda história se repete
Toda palavra se engasga
Na originalidade
Não há sintaxe que não seja mórbida
Quando plagia a realidade
Nada do que se diz vale então a pena
[...]
Somos eternos prisioneiros do mundo que tentamos mudar
Só pra sentir que na vida se viveu
E do fim para o começo
Mediamos a morte

(Sidnei Olivio)


Descanse em paz,Twiggy (L)

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